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sábado, 24 de novembro de 2012

Apanha de Ameijoa



Apesar do estatuto assustador que gozam os  predadores, as suas presas têm vindo a desenvolver algumas capacidades com vista a reduzirem a taxa de mortalidade.

Assim, e através de repetidos confrontos entre si, lograram aumentar não apenas a força das maxilas, como a velocidade de acção, quer na situações de ataque, quer nas de defesa.

Enquanto isso, e mercê de uma severa dieta alimentar associada à ingestão de algas, líquenes e valisnérias, conseguiram endurecer os seus apêndices, tornando-os muito bem capazes de perfurar o próprio ferro.

Com um entusiasmo surpreendente, aplicaram-se em dilatar as conchas onde se abrigam, bem como as bolsas e os tubos por que são compostos, facilitando não só a passagem, mas também a digestão de novos e bem mais encorpados manjares vivos, até aí excluídos das suas ementas.

Apesar de uma especial atenção dedicada aos componentes químicos, sobretudo aos ácidos, com vista a intensificar a seu efeito corrosivo sobre as estruturas ósseas, estas continuam a resistir à dissolução, acabando por ser expelidas.

Entretanto, há quem confie no surgimento para breve de provas que venham credibilizar as afirmações, por muitos consideradas meras fantasias de mau gosto, sobre a extrema voracidade das presas que têm já martirizado alguns dos seus predadores.

O certo, é que o tipo de esqueleto, recentemente pendurado numa das paredes do restaurante que costumo frequentar, tem-me deixado cada vez mais apreensivo quanto à eventual veracidade de tais façanhas atribuídas às ditas presas.

E demais a mais, fazendo eu parte da espécie das vítimas.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Zona Ribeirinha de Lisboa



Um dia destes admite deixar as fotos de rua para se dedicar unicamente à fotografia das suas próprias imagens mentais...

Para tal,  apenas terá que se abandonar ao marasmo almofadado do sofá, e enlouquecer!

(Para quem está de fora, o processo afigura-se  fácil)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

AO ROBALO ( Cova do Vapor)

 

Para ela há duas coisas indispensáveis dentro de casa: uma tablete de chocolates e uma jarra com flores em cima da mesa da sala de jantar.

 Para ele, um igual número de coisas imprescindíveis, mas fora de casa: haver nuvens e nunca vir a esquecer-se da câmara quando sai para fotografar…


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

LISBOA



Segundo a crónica, Moisés  teria  aberto as águas do mar Vermelho para facilitar a fuga dos judeus  perseguidos pelos egípcios. 

Se o obstáculo a ultrapassar fosse o Tejo  -  como a foto o documenta - bem que o  velho patriarca poderia ter caminhado sobre as águas….

PEGA ( Rosário)



O touro era anorético, e o ucraniano pensou:

“Ora, não passa de um bode”

E foi-se a ele, repelindo os camaradas que intentaram, sem sucesso,  demovê-lo de tal intento.

Num ápice, aquele boi terceiro mundista acabou por arremessar, à cornada, o nosso eslavo para debaixo do palanque destinado à actuação um grupo folclórico da região e onde eu me encontrava de câmara em punho para a"reportagem"…

Em pouco tempo, a toque de sirene, o nosso afoito Sansão acabou por ser levado ao hospital, sem camisa, poucas calças e  não sei quantas  vértebras fraturadas.

Apesar de não ter sido capaz de captar uma muda imagem do acontecimento,  guardo o registo sonoro do corpo do nosso pegador contra os toros de madeira que sustentavam o improvisado palco.

Mais tarde ou mais cedo, é provável que venha a evocar outros traumas decorrentes das andanças de um fotógrafo à beira Tejo!



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