segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PESCA À CANA ( Alcântara)



A pesca à cana deixa-me como num apeadeiro à espera do  comboio que só chega no dia seguinte. E o desassossego cresce tanto mais quanto a bóia desce e sobe, num falso alarme de haver peixe, ou a ponta da cana verga apenas por acção de um sopro de ar…

Pescar, sim, mas a meu gosto:

à câmara, com o olho esborrachado contra o visor, carreto próprio para 35 mms.,  sem óculos de sol e camaroeiro, aceitando fazer, de quando em quando, uns curtos lançamentos com chumbadas de pixels e com um disparador que, de tão silencioso,  parece ter sido feito de algodão… 

Quanto aos resultados conseguidos com as minhas artes, não asseguro, porém,  que sejam mais profícuos que os obtidos graças às mordeduras no anzol…

Mas sobre isto, hei-de falar um dia!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SALTO DEL GITANO ( Monfrague)



O salto do Gitano faz parar qualquer um. Não apenas para contemplar os penhascos rochosos por entre os quais corre o Tago mas, sobretudo, pelas aves que os sobrevoam, enquanto são fixadas pelas óticas dos binóculos ou das câmaras fotográficas.

Segundo os ornitólogos, pretas é designação que tanto se aplica a certas cegonhas como a determinados abutres, havendo a acrescentar a estas espécies, outras como as águias rafeiras e as reais, comprovando-se mais uma vez aqui o espírito classista da naturaleza… 

Ao que dizem, bufos e grifos também se entregam a repetidas circum-navegações em torno daquelas fragas abruptas, quando não apontam para os matagais circundantes em busca de uma refeição que rasteje ou salte por entre as estevas e as urzes…

Embora sensível à observação prestada àqueles ovíparos alados, por preferir a visão horizontal do mundo à do nariz apontado para o céu, acabei por verter a minha atenção sobre o que julgo ser uma  gineta de recente geração selvagem, acariciada ao colo por uma jovem mulher. 

Para minha surpresa: que nem um bichano doméstico ou uma barbie!

( PS: Recusou ser fotografada)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

( Frias de Albarracim)


PESCA AO LAGOSTIM ( Via Velha de Ródão)


Com o Brenardo e a garrafa de água dentro de água, atada por um fio à embarcação.

Quanto aos lagostins, hão de ir para Espanha.

Mais dia, menos dia!

Cais do Sodré

APANHADOR DE MINHOCAS ( Praça do Comércio)

 
Antes da apanha de fotos, eu ia ocupando o tempo  que me restava da hora do almoço, com outra recoleção:

a de qualquer  fragmento que tivesse sido arrastado pela corrente até aqui:

Fosse fenício, romano ou árabe!

De vidro, de  cerâmica ou de metal !

Ou uma simples lâmina de pedra conservando as marcas do  seu uso milenar!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sítio das Hortas



Depois de corresponder às proclamadas regras aplicadas à captação de uma paisagem, não tardarei em  subvertê-las!



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PONTE VASCO DA GAMA

 






Praia do Rosário ( Moita)

LISBOA



Segundo a crónica, Moisés  teria  aberto as águas do mar Vermelho para facilitar a fuga dos judeus  perseguidos pelos egípcios. 

Se o obstáculo a ultrapassar fosse o Tejo  -  como a foto o documenta - bem que o  velho patriarca poderia ter caminhado sobre as águas….

AO BANHO ( Montijo )

PEGA ( Rosário)



O touro era anorético, e o ucraniano pensou:

“Ora, não passa de um bode”

E foi-se a ele, repelindo os camaradas que intentaram, sem sucesso,  demovê-lo de tal intento.

Num ápice, aquele boi terceiro mundista acabou por arremessar, à cornada, o nosso eslavo para debaixo do palanque destinado à actuação um grupo folclórico da região e onde eu me encontrava de câmara em punho para a"reportagem"…

Em pouco tempo, a toque de sirene, o nosso afoito Sansão acabou por ser levado ao hospital, sem camisa, poucas calças e  não sei quantas  vértebras fraturadas.

Apesar de não ter sido capaz de captar uma muda imagem do acontecimento,  guardo o registo sonoro do corpo do nosso pegador contra os toros de madeira que sustentavam o improvisado palco.

Mais tarde ou mais cedo, é provável que venha a evocar outros traumas decorrentes das andanças de um fotógrafo à beira Tejo!



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

(Trafaria)

(Samouco)



VESTÍGIOS... ( Alcochete)


Ter-me-á persuadido alguém que estas  pedras envoltas em algas e limos são meros  vestígios de um antigo cais! 

Ou aquele alguém não passará de uma falsa personagem por mim imaginada em sonhos? 

O desconforto dos juízos inconclusivos!

SERES VEGETAIS ( Ponta dos Corvos)



MY FRIEND ( Cais do Sodré)



É aquele anzol, isco e fio. E chumbada - não pode ser outra. E arremesso, tão capaz de picar uma leve gaivota no ar arrastando-a até aos seus pés, como um pesado  cacilheiro de ferro, sulcando as águas. 


E são, também, os mirones, atrás do nosso my friend, com os olhos fixos nas voltas do carreto, no impulso dado ao arremesso, sempre presos à expectativa de um esticão: 


para puxar um robalo no tempo do robalo; um  espalmado linguado do fundo ou uma outra espécie para embeber em azeite, grelhar em carvão ou ferver em água.

Tudo menos uma tainha! Salvo nos longos  dias de desespero!

( Barreiro)






sábado, 3 de dezembro de 2011

(Arripiado)


Nem sei se deva partilhar a apreciação que esta imagem suscitou a certa amiga:

"É tão romântica!  Agora, imagina como ficaria a cores! “

Fosse responder-lhe  com o que  me passou pela cabeça:

“ Também gosto muito de arroz de pato. Mas como a tia Amélia  o fazia, nunca encontrei ninguém”

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

TRAVESSIA (Tancos - Arripiado)


Eis chegada a hora de atar as mãos ao leme. De soltar a embarcação em demanda de outro cais. E de outro nome. Para o tatuar na proa.

DIA DA MARINHA DO TEJO (Cais das Colunas)


Hoje já não posso dar-me ao luxo de sair apenas quando há nuvens.  

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