sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fernando Dâmaso ( Artesão de embarcações minaturiais )


Luciana Casanova ( Artesã de embarcações minaturiais)


Porto Brandão


Cais da Areia ( Matinha)



O primeiro a sair foi o maquinista que, pisando o cais em passo de corrida, acabaria por desaparecer na esquina mais próxima.

Depois, seguiu-se o tripulante mais velho que, acometido por um súbito desfalecimento, sequer teve tempo para pedir socorro.

Logo atrás, o mais novo, que  após ter confirmado o óbito do camarada, meteu-se num autocarro sem cuidar saber qual o destino.

O quarto tripulante, mandou parar um táxi, alojando-se no porta bagagens, não sem antes ter atirado a mala que transportava para o banco detrás da viatura.

Por último, e como se tratasse de um naufrágio, chegou a vez do comandante abandonar o navio.  Evitando tropeçar no tripulante jacente no chão, depressa se dirigiu ao bar mais próximo, onde emborcou um bem servido scotch  whisky, sem gelo, pedindo imediatamente  outro.

Enquanto isso, os três periquitos, libertados uns minutos antes, sobrevoavam, desatinados, a Mimi que, com uma das patas entrapada, e sem  nunca largar o osso de plástico, espreitava o momento exacto de,  à socapa,  saltar para outro navio prestes a levantar ferro.


Porto de Lisboa ( Versão II )




Doca do Poço do Bispo


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mar da Palha (1999? )




O Tejo é o meu estar aqui: de costas para o rio, a beber um café pela manhã, saudando as gaivotas que esvoaçam em terra.

E a pensar como hei de atingir a Outra Banda e  regressar, de novo, ao ponto donde parti, num contínuo vai vem, qual baloiço implantado pelo meu pai no corredor da minha infância.


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