perdida na orla do rio;
( Por pouco a maré
não a naufraga)
e o que vejo nela
como o aceno agitado
de um lenço no ar
é um barco flutuando
sobre as nuvens.
É Julho! Não pode ser outro mês;
o que passado tanto tempo
volta aqui, impresso
nesta foto, em cujo
verso se diz
( como uma frase
arrancada à intimidade
de um diário),
ter sido tirada no passeio
fluvial que fizemos
ao sabor do vento;
E da promessa
de um poema futuro
que só hoje, tarde,
acabei de escrever!
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