| Ela: Que dia lindíssimo! Ele: Tão cinzento! |
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Ainda meio agoniado
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Ainda
meio agoniado, com um pesadelo que o assaltara durante a noite, decidiu fazer a
mala e apontar para a Costa Vicentina, em demanda do aluguer de uma casa implantada
à beira mar.
De preferência, numa falésia, plana e nua, para desentupir as narinas com o sopro atlântico e o cheiro a maresia, que se tornava sempre mais intenso quando os mariscadores andavam à cata de percebes.
Desde que isolada, qualquer casa lhe servia. Mesmo a que acabara de se instalar, com as paredes do quarto denotando uma exacerbada paixão pelo Benfica e por Jesus, simbolicamente representados nos quadros pendurados na parede. Em vez de uma mamalhuda como a Monroe, a Loren ou a Bardot, lamentou o Comandante, que é inteiramente ateu.
“Mas vendo bem - prosseguiu - a minha preocupação são as melgas; faltar-me as pedras de gelo ou a água tónica para o Gim e a luz elétrica para as mil vezes repetidas leituras de uma história do Tim Tim, à hora de me deitar”
E tudo correu a preceito até à terceira noite, altura em que começou a ouvir um passarinhar, que tanto podia vir de dentro como de fora da cabeça.
Homem
de tirar tudo a limpo, na dúvida, levantou-se e, a passo de pantera cor de
rosa, acabou por alcançar a cozinha. Aí, para grande espanto, deu de caras com o focinho de uma
corpulenta ratazana, fincada nas patas
posteriores e cauda, como que prestes a soerguer-se, e arremeter contra ele.
Até á altura dos joelhos, das virilhas ou dos olhos?
“Cobarde merdenta! ” exclamou o Comandante, de forma mais inaudível possível, receoso de que a propagação das palavras pudesse provocar algum desmoronamento da falésia!
E, enquanto abandonava a cozinha e se escapulia pela porta da rua, não deixava de ruminar alguns pensamentos sem saída: “ Áh, tivesse eu uma funda! Ou um arpão! Uma caçadeira, e varria o problema”
O supermercado da vila para onde se dirigiu, em seguida, ficava a dois passos, e satisfazia os seus propósitos de adquirir uma porção de queijos mais diversos: nacionais e estrangeiros; magros e gordos, de cabra, vaca e ovelha; inteiros ou fatiados; apimentados, salgados, mal cheirosos…
Queijos que, mal regressando à casa alugada, logo haveria de os distribuir, quer pelo soalho, quer pelos móveis de todas as dependências, sem dispensar o bidé no qual depositou o tão familiar e nacional limiano!
Só ao mole e um pouco picante normando Camembert é que o Comandante não resistiu em levá-lo consigo. Sabe-se lá para onde!...
segunda-feira, 30 de maio de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
quinta-feira, 28 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
Era homem cauteloso
Era homem
cauteloso. Assim, ao iniciar a travessia pedonal, calculou com
precisão a enchente
da maré por forma a assegurar que o seu retorno ao ponto de
partida haveria de efetuar-se antes das águas inundarem por
completo o extenso areal.
Só não
previu o encontro com aquela alma taurina que, após ter irrompido
pelas malhas da cerca, logo, de cornos em riste,
investiu contra a sua figura.
Mais tarde, à hora
de recolher o gado, não deu
o ganadeiro por falta de
nenhuma cabeça. Mas quanto ao homem cauteloso, ninguém que o viu
dirá o mesmo.
domingo, 22 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
sexta-feira, 13 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Não vivêssemos juntos
domingo, 22 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
O desafio de André Gide
Aceite-se o desafio de André Gide, a propósito da nossa relação visual com o que nos cerca e ao mesmo tempo nos mantém livres: “ Que a importância esteja no teu olhar e não na coisa olhada“
1996
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