segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MY FRIEND ( Cais do Sodré)



É aquele anzol, isco e fio. E chumbada - não pode ser outra. E arremesso, tão capaz de picar uma leve gaivota no ar arrastando-a até aos seus pés, como um pesado  cacilheiro de ferro, sulcando as águas. 


E são, também, os mirones, atrás do nosso my friend, com os olhos fixos nas voltas do carreto, no impulso dado ao arremesso, sempre presos à expectativa de um esticão: 


para puxar um robalo no tempo do robalo; um  espalmado linguado do fundo ou uma outra espécie para embeber em azeite, grelhar em carvão ou ferver em água.

Tudo menos uma tainha! Salvo nos longos  dias de desespero!

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