sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sarilhos Pequenos




Por alguns instantes, sento-me na cadeira e fico a ver o rio. Ou antes: as coisas sem as quais, o Tejo sequer nome algum teria: uma embarcação à vela, uma gaivota que já voou; um pescador à linha, uma criança…

(Quase sempre, fixo a minha atenção apenas numa unidade, seja de que grupo for, para evitar a confusão que há no ser de mais.)

Mas dizia… uma criança como a que passa quase despercebida na imagem, brincando com a areia, sem mais nada que lhe pertença.

Vista da cadeira onde me sento, chego a imaginá-la, enquanto a fotografo, ser eu próprio o fotografado:

ao pé do rio, brincando com a areia, sem mais nada que lhe pertença, afinal, como as coisas que a cercam, também ela a dar nome ao rio!


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