quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Póvoa de Sta Iria





Sonha com a hulha negra, de quando a ia buscar ao fundo do porão para a trazer aos  ombros;  dos  sessenta verões à espera da flor do sal para a carregar numa fragata; e das  lides do campo, à batata e à cebola.

Mas, também, com as marchas e continências da tropa; o grande burburinho causado pelas greves nos severos tempos do Carmona; as noites  vividas  no frio mês de Dezembro, num alambique do Montijo.

E tudo o que sonha é sempre a preto e branco, tão mudo como um filme antigo. À excepção de uma certa varina, que continua a cantar os seus pregões. E a correr, com as chinelas dentro da canastra para, descalça, mais facilmente fugir de quem a sonha!






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